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Traição Virtual
Para algumas pessoas a traição virtual através da Internet
tornou-se um entretenimento e para outras um pesadelo. Por este motivo 80%
dos casos resolvidos por nós são de desconfiança por
infidelidade conjugal. A maioria dos casais tem um e-mail em comum onde
os dois tem a senha, mas na maioria dos casos isto é apenas para
disfarçar e despistar o companheiro. Sempre descobrimos mais de um
logim de e-mails abertos para sites de relacionamento, logins de messenger,
msn.
Conhecer alguém interessante via e-mail ou salas de bate papo, tem
sido fascinante para muitas pessoas. E a cada dia se torna mais fácil.
Fica menos complicado, pois a Internet é uma porta aberta para o mundo.
Muitos homens e também mulheres casadas, exibem páginas até com
fotos em sites de relacionamentos. Esta é a realidade.
A busca de um novo amor pela Internet não é coisa somente de jovens,
na realidade não tem limite de idade. É possível que a falta
de comunicação entre os casais e a rotina, sejam alguns dos fatores
que levam o indivíduo à procurar outra pessoa pela internet.
Veja mais sobre namoro na internet
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Já no ano de 2005 a folha publicou esta reportagem:
31/07/2005 - 08h03
Internet pode tornar infidelidade conjugal mais freqüente
BEATRICE BRETONNIERE
da AFP , em Paris
O computador é hoje um elemento quase onipresente, tanto no plano
pessoal quanto no profissional, e pode tornar-se a forma mais freqüente
de infidelidade conjugal, apontam as pesquisas mais recentes sobre os
sites de conteúdo adulto.
"Em pouco tempo, a internet será a forma mais freqüente
de infidelidade. Qualquer um pode constatar isso; o computador já perturbou
as relações familiares", afirma Yannick Chatelain,
especialista em novas tecnologias, que lançou na França
um livro com o psicólogo Loick Roche chamado "In Bed with
the Web, Internet et le Nouvel Adultère" (sem tradução
para português).
"A infidelidade sempre existiu, mas a internet facilita as coisas,
desinibe e permite passar do sigilo virtual à realidade",
diz o psicólogo. "Essa prática envolve, a princípio,
pessoas de 35 a 45 anos, ou seja, aqueles que já estão um
pouco cansados da vida conjugal, que têm vontade de fazer outras
coisas e não temem as novas tecnologias", explica Roche.
"Para os jovens, os encontros --inclusive sexuais-- pela internet
são algo completamente normal", acrescenta.
A infidelidade virtual
pode ganhar formas variadas e insuspeitas, que, segundo os autores,
colocam em risco a relação de um casal.
O fenômeno é estudado pelo Instituto Britânico de Estatísticas,
segundo o qual a internet é um fator-chave para o aumento do número
de divórcios.
Desde os chats com
desconhecidos até os fóruns especializados
ou os encontros na vida real, passando por diversos artifícios
para tornar o computador mais erótico, como as experiências
de "gender switching", ou mudança virtual de sexo, as
possibilidades são muitas.
Segundo o especialista
Yannick Chatelain, o mercado mundial de sites pornográficos pagos (atualmente há 400 mil) "representará,
em 2006, US$ 70 bilhões". O cibersexo é mais praticado
pelos homens, que representam 80% dos visitantes de sites pornográficos,
embora a participação feminina esteja crescendo, aponta
a sociedade Netvalue, que mede a audiência na rede.
Em 2001, a Espanha
liderava a lista, seguida de Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e França, segundo um estudo europeu sobre a freqüência
desses sites. Levando em conta o tempo de navegação em páginas
de conteúdo adulto, os alemães lideram a lista, com 70 minutos
por mês, seguidos dos franceses, com 45 minutos.
Outro estudo, realizado
pelo site MSNBC e que ouviu 15 mil internautas, revela que, em 2004,
32% das mulheres e 13% dos homens temiam que a internet
facilitasse o adultério. Este medo foi confirmado por outra pesquisa
americana, publicada na página do canal de TV britânico BBC
News, segundo a qual 30% dos internautas ouvidos já haviam se encontrado
pessoalmente com seus namorados virtuais.
Para os dois especialistas
franceses, o fenômeno é agravado
pelas novas tecnologias. Vários países, como Austrália,
Suíça e Noruega, tentaram regulamentar essa expansão
proibindo, por exemplo, celulares com câmeras em piscinas públicas,
centros esportivos e vestiários.
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